Supernavios começam a operar no Porto de Vila Velha

Supernavios começam a operar no Porto de Vila Velha

O Complexo Portuário de Vila Velha vive um novo capítulo da sua história logística. Estudos técnicos recentes, aliados a investimentos robustos em infraestrutura, tecnologia e segurança operacional, estão permitindo a operação de supernavios – embarcações de maior porte –, o que reposiciona o terminal canela-verde como peça-chave para o aumento da competitividade do Espírito Santo no comércio exterior.

Com a ampliação dos parâmetros de atracação, o Terminal de Vila Velha (TVV) passou a receber embarcações de classe “Panamax”, com até 245 metros de comprimento, 32,5 metros de largura e 12 metros de calado.

Mais de mil navios da frota mundial, que possuem essas dimensões, agora estão aptos a operarem em Vila Velha. Isso significa ganhos de escala, redução de custos, aumento de produtividade e acesso a novas rotas marítimas, antes concentradas em outros estados.

A dragagem de manutenção realizada em 2025 também ampliou a capacidade de movimentação de cargas e abriu espaço para novas linhas, ao elevar o porte bruto máximo das embarcações para até 83 mil toneladas.

Salto tecnológico e integração modal

Os avanços físicos do Terminal Portuário de Vila Velha também vêm acompanhados de um salto tecnológico, que inclui um novo sistema integrado de controle de tráfego aquaviário funcionando 24 horas por dia, para garantir mais segurança e previsibilidade às operações locais.

A automação de gates (estações de controle de entrada e saída de veículos e contêineres), aliada ao uso de balanças rodoviárias e à previsão de instalação de uma balança ferroviária, também reduzem os gargalos e reforçam a fluidez logística.

A implementação do sistema de operação remota dos três guindastes de contêineres (portêineres) que funcionam no terminal, fez do Porto Vila Velha o primeiro da América Latina a operar equipamentos de grande porte à distância. Com o uso deste sistema – que representou um investimento de R$ 42 milhões – os guindastes aumentaram sua produção em até 25%. A iniciativa é considerada uma das etapas mais relevantes do plano de modernização do TVV, que prevê investimentos de mais R$ 500 milhões até 2048.

Já a integração com a malha ferroviária, prevista para ser iniciada ainda em 2026, é tratada como o próximo grande passo estratégico para ampliar o alcance do Porto de Vila Velha, visando criar conexões com outros mercados, principalmente em estados vizinhos.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Vila Velha, Everaldo Colodetti, o movimento consolida a cidade como um dos principais hubs logísticos do país: “Quando o Porto de Vila Velha ganha escala, eficiência e integração modal, isso reduz custos para as empresas, amplia a competitividade do município e do Estado, e fortalece nossa posição nas cadeias globais de exportação e importação”, destaca.

Ampliação de retroárea

Além da modernização operacional, novas áreas em Vila Velha estão sendo incorporadas às operações portuárias, ampliando assim a capacidade de movimentação de contêineres, granéis e cargas gerais.

“Todo este conjunto de investimentos está transformando o porto canela-verde em um ativo estratégico para o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e a atração de novos negócios. Em um cenário global de concentração de rotas e busca por eficiência. O Porto de Vila Velha deixa de ser apenas um aglomerado de infraestrutura e passa a ser um ativo de elevada competitividade no Estado e no Brasil. Afinal, um porto maior, mais moderno e mais conectado é plenamente capaz de atender às exigências atuais que o mercado exige”, finaliza Everaldo Colodetti.

Fonte: Prefeitura de Vila Velha