​Bonde histórico de Vila Velha recebe restauro

​Bonde histórico de Vila Velha recebe restauro

Desde o dia 15 de janeiro, o Bonde 42, um ícone da história capixaba, está passando por uma restauração completa e será reaberto para visitação em maio, na Casa da Memória, na Prainha.

O serviço prevê o reparo do teto do bonde e de outras peças danificadas por conta da força do tempo. Segundo o secretário de Turismo, Esporte e Cultura, Paulo Renato Fonseca Júnior, a restauração mostra a credibilidade do município para o resgate da cultura canela-verde.

“A iniciativa representa um investimento de R$ 80 mil, joga luz na história da implantação do modal que, no começo do século 19, representou um salto de qualidade de vida para os moradores pois, por muitas décadas, foi o meio de deslocamento mais rápido e confortável que havia”, contou Paulo.

Ordem de serviço

A ordem de serviço para o restauro foi assinada pelo prefeito Arnaldinho Borgo no dia 4 de janeiro. O ato é mais um passo para o resgate completo da história do Espírito Santo e de Vila Velha, além do fortalecimento da cultura da Prainha, berço da colonização capixaba.

“A restauração, além de ajudar a montar o quebra-cabeça da história canela-verde, esse patrimônio histórico está repleto de informações sobre tradições e saberes da cultura vilavelhense. É a nossa cultura sendo cuidada minuciosamente, para que continue contando a importância de Vila Velha para a formação do Espírito Santo, do orgulho capixaba, que nasceu aqui”, comentou o prefeito.

A restauração do bonde está sendo realizada pela Prefeitura de Vila Velha, Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV) e Instituto Vale.

História

No dia 12 de abril de 1912, dois bondes elétricos foram inaugurados em Vila Velha e, cinco meses depois, a empresa Viação Elétrica comprou mais dois conjuntos e uma gôndola. Os bondes circulavam por dez quilômetros de trilhos por toda a cidade. Um saía do Centro, outro de Paul, e o cruzamento dos dois acontecia na Estação de Aribiri.

De acordo com o subsecretário de Cultura, Manoel Goes, “o bonde tinha 12 metros de comprimento e atingia velocidade de 30 quilômetros por hora. Comportava aproximadamente 50 pessoas sentadas, 36 em pé na lateral e cerca de 20 pessoas em pé no meio do carro”.

“O Bonde 42 é o último exemplar da frota da antiga Escelsa, hoje EDP, que era a gestora do modal que tem enorme importância no desenvolvimento da cidade. Por onde passou, foram fundados bairros como Ataíde, Aribiri e Glória”, informa o presidente do IHGVV, Lauro Rodrigues.

 

 

 

Reprodução: PMVV