Aliança é resultado de diálogo e estratégia entre Arnaldinho e Pazolini

Aliança é resultado de diálogo e estratégia entre Arnaldinho e Pazolini

A cena em que Arnaldinho Borgo e Lorenzo Pazolini levantam as mãos um do outro não foi apenas simbólica. Ela marcou a consolidação de um movimento político que vinha sendo costurado há muito tempo nos bastidores e que agora ganha forma concreta no cenário estadual.

A aliança entre os prefeitos de Vila Velha e Vitória, duas das maiores cidades do Espírito Santo, projeta um arranjo estratégico com horizonte claro para 2026: a construção de um projeto unificado que pode resultar na candidatura de um dos líderes ao Governo do Estado.

Mas antes que essa convergência se tornasse pública e politicamente viável, houve um trabalho silencioso, persistente e, muitas vezes, incompreendido. Nesse processo, um nome se destaca: o vereador Devanir (Deva), líder do governo Arnaldinho Borgo na Câmara de Vila Velha e secretário-geral do diretório estadual do Republicanos.

Muito antes da aliança ganhar holofotes, Deva já defendia abertamente a aproximação entre os dois governos. À época, sua postura foi alvo de críticas e desconfiança, sobretudo por integrar o Republicanos partido do prefeito de Vitória enquanto exercia papel central na sustentação política da gestão de Arnaldinho em Vila Velha.

Mesmo sob pressão, Deva manteve uma linha clara e coerente: a defesa da união institucional entre Vila Velha e Vitória, acima de disputas partidárias menores ou conveniências momentâneas.

“Sempre entendi que Vila Velha e Vitória não podem caminhar em lados opostos. Quando os dois maiores municípios se unem, quem ganha é o Espírito Santo”, afirmou o vereador.

Há mais de um ano, Deva atuava nos bastidores para reduzir ruídos, construir pontes políticas e criar um ambiente de confiança entre as duas gestões. Seu papel foi o de articulador: conversou com lideranças, mediou interesses e sustentou politicamente uma ideia que, naquele momento, parecia improvável para muitos.

Como líder do governo Arnaldinho Borgo, manteve fidelidade administrativa e alinhamento institucional. Ao mesmo tempo, dentro do Republicanos, trabalhou para afastar resistências e mostrar que a aproximação não era um gesto de conveniência, mas uma estratégia de maturidade política e visão de futuro.

A aliança agora tornada pública confirma que o trabalho de bastidor foi bem-sucedido e reposiciona Deva como um dos principais construtores desse novo eixo político na Grande Vitória.

A união entre Arnaldinho Borgo e Lorenzo Pazolini não surgiu de um movimento isolado. Foi construída por várias mãos, reunindo prefeitos bem avaliados, gestores técnicos e lideranças com forte respaldo popular. Ainda assim, poucos tiveram a disposição de bancar o diálogo quando ele ainda era impopular e Deva foi um deles.

Para o vereador, o momento não é de protagonismo pessoal, mas de consolidação política:

“Política madura se faz com visão de futuro. Essa aliança não nasceu de improviso, nasceu de trabalho.”

Agora, com estes dois líderes falando a mesma língua no tabuleiro estadual, o reconhecimento começa a alcançar quem ajudou a construir essa ponte quando ela ainda era apenas um projeto e não uma fotografia pública.